Sumários

A viragem subjectiva do século XVIII e a construção da autonomia da esfera artística. A crise das Academias.

26 Abril 2024, 18:30 Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias

A viragem subjectiva e a mudança de predomínio e autoridade dos discursos da produção para os da recepção. A construção da autonomia da esfera artística da arte: a democratização da arte. O Salon e a invenção da crítica de arte. Novos conceitos para além do Belo: gosto, sublime e estética.

Bibliografia Específica

·       ARGAN, Giulio Carlo, El Arte Moderno. Del Iluminismo a los movimientos contemporáneos, Madrid: Ediciones Akal, 1991.

·       RESDNER, Albert, La Genèse de la critique d’art, Paris: École Supérieure des Beaux-arts, 2005 («Préface» de Thomas W. Gaehtgens)

·       FERRY, Luc, Homo Aestheticus. L’Invention du Goût à L’Âge Démocratique, Paris,Grasset, 1990

·       GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020

·       NANCY, Jean-Luc, «La représentation interdite», in L’Art de la Mémoire des Camps. Représenter / Exterminer (sous la direction de Jean-Luc-Nancy), Seuil, Le Genre Humaine, Dezembro 2011

·       RAMPÉREZ, Fernando, La Quiebra de la Representación. El arte de vanguardias y la estética moderna, Madrid: Editorial Dykinson, 2004

·       SCHNAITH, Nelly, Paradojas de la representación, Barcelona: Café Central, 1999


O Barroco e o apogeu da ilusão: a simulação e o trompe l’oeil. A afirmação das Academias de Belas-Artes: o apogeu da pintura e os grandes géneros.

19 Abril 2024, 18:30 Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias

O barroco e o trompe l'œil: a primeira ordem do simulacro segundo Jean Baudrillard. Iluminação e pathos na pintura barroca. A pintura de virtudes: confrontar a pintura de Poussin e a de David, entre a moral do classicismo barroco e a ética do neo-classicismo.

A partir da Incredulidade de S. Tomé de Nole me Tangere, e tendo como ponto de partida a versão de Caravaggio, avaliar o poder do trompe l'oeil da pintura barroca e o paradoxo da imagem, entre o desejo do toque a partir da ilusão óptica e a impossibilidade de relação háptica que desfaz a ilusão visual da imagem

Comparar: representações da Incredulidade de São Tomé e de Nole me Tangere

Bibliografia Específica

·       BAUDRILLARD, Jean, A Troca simbólica e a morte I, Lisboa: Edições 70, 1996.

·       CARREÑO, Francisca Pérez, Los placeres del parecido. Icono y representación, Madrid: Visor.

·      DIAS, Fernando Rosa, «Détournements de l’image – Du temps de Beaux-Arts au temps de l’Art», in Recherches en Esthétique, Université Antilles, nº24 (Art et détournement), Janeiro 2019, pp.55-64

·      DIAS, Fernando Rosa, «Entre o desejo de ver (óptico) e a impossibilidade do toque (háptico): a deiscência ontológica da imagem», in As imagens e a autonomia dos conflitos – entre a emanação subtil e a perturbação viral-virtual (coord. José Quaresma), Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses, Novembro 2019, pp.35-63.

·       DUBUS, Pascale, Qu’est-ce qu’un portrait ?, Paris: Éditions L’insolite, 2006

·       FLOR, Fernando R. de la, Imago. La cultura visual y figurativa del Barroco, Madrid: Abada Editores, 2009

·       FOUCAULT, Michel, As Palavras e as Coisas. Uma Arqueologia das Ciências Humanas, Lisboa, Edições 70, 1998

·       FRANCASTEL, Pierre, Études de sociologie de l’art, Paris: Éditions Gallimard, 1989

·       GOMBRICH, Ernst Hans, Arte e Ilusão, São Paulo, Martins Fontes Editora, 1986.

·       NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the Body, New York: Fordham University Press, 2008

·       ROSSET, Clément, Le réel et son double. Essai sur l’illusion, Paris: Éditions Gallimard, 1976

·       WHITFIELD, Clovis, Caravaggio’s Eye, London: Paul Holberton Publishing, 2011.


Os inícios da gravura e a primeira reprodutibilidade da imagem.

12 Abril 2024, 18:30 Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias

As mudanças da imagem e o novo paradigma representativo mimético. A primeira construção de uma ideia de Belas-Artes e o início do tempo de ouro da pintura na história cultural do ocidente: o novo estatuto do artista e a valorização do artista fazedor de imagens equivalente ao estatuto de arte liberal: os novos modelos intelectuais da tratadística. Da pintura mural ao retábulo: novas estruturas espácio-temporais de representação

Entender a imagem como nova força cultural de domínio, conhecimento e arte ‒ o caso do Rinoceronte de Dürer: entre o bestiário mediável e a imagem científica moderna; o animal diplomático e a sua imagem de poder; a relação com o poder colonial e a ligação aos gabinetes de curiosidades; a reprodutibilidade da imagem na primeira história da gravura.

Bibliografia Específica

·       ARGAN, Giulio Carlo, Renacimiento Y Barroco. 1. De Giotto A Leonardo Da Vinci, Madrid: Akal, 1988.

·       DERRIDA, Jacques, Mémoires d’aveugle. L’autoportrait et autres ruines, Paris: Éditions de la Réunion des Musées Nationaux, 1990.

·       DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.

·       DIAS, Fernando Rosa, «A Imagem do Rinoceronte», in Rhinos are coming. Simultaneous Exhibitions of Printmaking & Printmaking Installation (coordenação de José Quaresma), Brasil, Poland, Portugal & South Africa, 2014, pp.68-83.

·       GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.

·       HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.

·       HEIDEGGER, Martin, Caminhos da Floresta, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

·       NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the Body, New York: Fordham University Press, 2008.

·       PANOFSKY, Erwin, A Perspectiva como Forma Simbólica, Lisboa: Edições 70, 1993.

·       SLOTERDIJK, Peter, Palácio de Cristal. Para Uma Teoria Filosófica da Globalização, Lisboa: Relógio d’Água, 2008.

·       TEIXEIRA, José Carlos da Cruz; A Pintura Portuguesa do Renascimento, Ensaio de caracterização, Lisboa, Universidade Nova, 1991.


O Renascimento e a afirmação de um novo Sistema de Representação: a janela albertina. O espaço mental da perspectiva florentina e o espaço atmosférico do óleo flamengo.

5 Abril 2024, 18:30 Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias

As revoluções artísticas na Flandres e em Florença: confrontar estas duas grandes escolas coevas que revolucionaram o problema da representação imagética, entre a descoberta da pintura a óleo e a perspectiva: de um lado, a valorização da representação pela modelação da luz nas coisas e as atmosferas do espaço, das coisas ao espaço e o poder de ilusão; do outro, e a valorização da representação do espaço mental geométrico, do espaço às coisas e a dimensão projectual.

Bibliografia Específica

·       ARGAN, Giulio Carlo, Renacimiento Y Barroco. 1. De Giotto A Leonardo Da Vinci, Madrid: Akal, 1988.

·       DERRIDA, Jacques, Mémoires d’aveugle. L’autoportrait et autres ruines, Paris: Éditions de la Réunion des Musées Nationaux, 1990.

·       DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.

·       GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.

·       HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.

·       HEIDEGGER, Martin, Caminhos da Floresta, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.

·       NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the Body, New York: Fordham University Press, 2008.

·       PANOFSKY, Erwin, A Perspectiva como Forma Simbólica, Lisboa: Edições 70, 1993.

·       SLOTERDIJK, Peter, Palácio de Cristal. Para Uma Teoria Filosófica da Globalização, Lisboa: Relógio d’Água, 2008.

·       TEIXEIRA, José Carlos da Cruz; A Pintura Portuguesa do Renascimento, Ensaio de caracterização, Lisboa, Universidade Nova, 1991.


As guildas de pintores e a protecção de S. Lucas: o elogio das mãos do construtor de imagens.

22 Março 2024, 18:30 Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias

As iconografias cristãs para uma imagem de Jesus: o Sudário, o Manto de Verónica ou S. Lucas ‒ entre a relíquia à imagem. A valorização da poiesis ou as possibilidades do elogio das mãos do construtor de imagens. A autonomia da imagem e a construção do retábulo: uma nova razão para a imagem pintada por mãos humanas. A iconografia cristã entre a imagem-figura, de domínio do significado simbólico, e a imagem com encenação espaço-temporal, representativa e narrativa. A constituição de uma nova iconografia de Jesus: narrativa, cena e imitação. A passagem da imagem-figura para a imagem cena: novos paradigmas de representação de espaço e tempo.

Bibliografia Específica

·       BELTING, Hans, A verdadeira Imagem, Porto: Dafne Editora, 2011.

·       BELTING, Hans, Image et culte. Une histoire de l’art avant l’époque de l’art, Paris: Les Éditions du Cerf, 2007.

·       BESANÇON, Alain, L’Image interdite. Une histoire intellectuelle de l’iconoclasme, Paris: Gallimard, 2000.

·       BROOKE, Christopher; O Renascimento do século XII, Lisboa, editorial Verbo, 1972.

·       CENNINI, Cennino, El libro del Arte, Madrid: Ediciones Akal, 1998.

·       DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.

·       DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo I. São Paulo: Paz e Terra. 1998.

·       DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo II. São Paulo: Paz e Terra. 1998.

·       ECO, Umberto, Arte e Beleza na Estética Medieval, Lisboa: Editorial Presença, 1989.

·       FOCILLON, Henri, Arte do Ocidente, a idade média românica e gótica, Lisboa, Editorial Estampa, 1980.

·       GAUFEY, Guy Le, Le Lasso Spéculaire. Une étude traversière de l’unité imaginaire, Paris: E.P.E.L., 1997.

·       GOFF, Jacques le; A Civilização do Ocidente Medieval, Lisboa, editorial Estampa, 1984.

·       GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.

·       HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.

·       HUIZINGA, Johan, O declínio da Idade Média, Lisboa, Editora Ulisseia, 1985.

·       MONDZAIN, Marie-José, Le commerce des regards, Paris: Éditions du Seuil, 2003.

·       MONDZAIN, Marie-José, Homo spectator. Ver. Fazer ver, Lisboa: Orfeu Negro, 2015.

·       MONDZAIN, Imagem, Ícone, Economia, Contraponto, 2019.

·       SCHLOSSER, Julius von, El arte de la Edad Media, Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1981

·       TATARKIEWICZ, Wladyslaw, Historia de la estética. II. La estética medieval, Madrid: Ediciones Akal, 1989.