Acompanhamento tutorial aos projectos dos alunos
19 Outubro 2018, 14:00 • Margarida Penetra Prieto
Acompanhamento dos alunos:
José Rafael Mendes: "o disparate" enquanto conceito operativo e impulsionador do fazer pintura. Estratégias para desbloquear o medo que vem da responsabilidade consciente da pintura como prática histórica, como legado.
A pintura como produção de imagens estranhas aos outros porque simbólicas ou codificadas pelo autor. O processo de colagem na junção dos elementos que constituem a pintura, os processos de composição da imagem e o esforço para produzir sempre o diferente, o estranho ou o inesperado (no horizonte de expectativa dos outros).
A composição como estratégia de construir polípticos e ganhar escala na obra - soluções possíveis para agrupar imagens dentro de um cabinet d'amateur. O pensamento sobre a instalação da pintura como meio de adicionar um estranhamento às pinturas agregadas - as imagens que se associam num processo de colagem e relação de sentido (ou não sentido).
Potira: apresentação do portfólio.
A fotografia feita por mão própria como registo e olhar etnográfico sobre o assunto que lhe interessa: a noite e os seus protagonistas em cenários brasileiros. Um olhar cinematográfico, narrativo, voyer. Interesse nas pessoas e nos seus comportamentos no limite (da sociedade, da moralidade, da legalidade)
Resultado: pinturas a acrílico - polípticos que seguem uma lógica de mise-en-abyme por recurso ao zoom sobre um elemento da pintura principal. O referente é a fotografia. Os títulos: "Ensaio para...(sobriedade, equilíbrio, lucidez, desembaraço, deleite)" ou " O pecado original" e "onde estão teus sonhos" com uma dimensão nitidamente literária que referência cada ação pictórica, desde a escolha das fotografias à representação da sua imagem em pintura.
Questões técnicas: o uso de tinta a óleo em vez de acrílico para tornar a modelação melhor.