Sumários
O Barroco e o apogeu da ilusão: a simulação e o trompe l’oeil. A afirmação das Academias de Belas-Artes: o apogeu da pintura e os grandes géneros.
2 Maio 2025, 17:00 • Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias
O barroco e o trompe l'œil: a primeira ordem do simulacro segundo Jean Baudrillard. Iluminação e pathos na pintura barroca. A pintura de virtudes: confrontar a pintura de Poussin e a de David, entre a moral do classicismo barroco e a ética do neo-classicismo.
A partir da Incredulidade de S. Tomé de Nole me Tangere, e tendo como ponto de
partida a versão de Caravaggio, avaliar o poder do trompe l'oeil da pintura barroca e o paradoxo da imagem, entre o
desejo do toque a partir da ilusão óptica e a impossibilidade de relação
háptica que desfaz a ilusão visual da imagem. Comparar representações da Incredulidade de São Tomé e de Nole me Tangere
Bibliografia
Específica
- BAUDRILLARD, Jean, A Troca simbólica e a morte I, Lisboa: Edições 70, 1996.
- CARREÑO, Francisca Pérez, Los placeres del parecido. Icono y representación, Madrid: Visor
- DIAS, Fernando Rosa, «Détournements de l’image – Du temps de Beaux-Arts au temps de l’Art», in Recherches en Esthétique, Université Antilles, nº24 (Art et détournement), Janeiro 2019, pp.55-64
- DIAS, Fernando Rosa, «Entre o desejo de ver (óptico) e a impossibilidade do toque (háptico): a deiscência ontológica da imagem», in As imagens e a autonomia dos conflitos – entre a emanação subtil e a perturbação viral-virtual (coord. José Quaresma), Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses, Novembro 2019, pp.35-63.
- DUBUS, Pascale, Qu’est-ce qu’un portrait ?, Paris: Éditions L’insolite, 2006
- FLOR, Fernando R. de la, Imago. La cultura visual y figurativa del Barroco, Madrid: Abada Editores, 2009
- FOUCAULT, Michel, As Palavras e as Coisas. Uma Arqueologia das Ciências Humanas, Lisboa, Edições 70, 1998
- FRANCASTEL, Pierre, Études de sociologie de l’art, Paris: Éditions Gallimard, 1989
- GOMBRICH, Ernst Hans, Arte e Ilusão, São Paulo, Martins Fontes Editora, 1986.
- NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the
Body, New York: Fordham University Press, 2008
- ROSSET, Clément, Le réel et son double. Essai sur l’illusion, Paris: Éditions Gallimard, 1976
- WHITFIELD, Clovis, Caravaggio’s Eye, London: Paul Holberton Publishing, 2011.
Os inícios da gravura e a primeira reprodutibilidade da imagem.
11 Abril 2025, 17:00 • Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias
As mudanças da imagem e o novo paradigma representativo mimético. A primeira construção de uma ideia de Belas-Artes e o início do tempo de ouro da pintura na história cultural do ocidente: o novo estatuto do artista e a valorização do artista fazedor de imagens equivalente ao estatuto de arte liberal: os novos modelos intelectuais da tratadística. Da pintura mural ao retábulo: novas estruturas espácio-temporais de representação
Entender a imagem como nova
força cultural de domínio, conhecimento e arte ‒ o caso do Rinoceronte de
Dürer: entre o bestiário mediável e a imagem científica moderna; o animal
diplomático e a sua imagem de poder; a relação com o poder colonial e a ligação
aos gabinetes de curiosidades; a reprodutibilidade da imagem na primeira
história da gravura. A gravura do Rinoceronte de Dürer como paradigma das
camadas de sentido de uma imagem em encruzilhada cultural
Bibliografia
Específica
- ARGAN, Giulio Carlo, Renacimiento Y Barroco. 1. De Giotto A
Leonardo Da Vinci, Madrid: Akal, 1988.
- DERRIDA, Jacques, Mémoires d’aveugle. L’autoportrait et autres ruines, Paris: Éditions de la Réunion des Musées Nationaux, 1990.
- DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.
- DIAS,
Fernando Rosa, «A Imagem do Rinoceronte», in
Rhinos are coming. Simultaneous
Exhibitions of Printmaking & Printmaking Installation (coordenação de José
Quaresma), Brasil, Poland, Portugal & South Africa, 2014, pp.68-83.
- GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.
- HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.
- HEIDEGGER, Martin, Caminhos da Floresta, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.
- NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the
Body, New York: Fordham University Press, 2008.
- PANOFSKY, Erwin, A Perspectiva como Forma Simbólica, Lisboa: Edições 70, 1993.
- SLOTERDIJK, Peter, Palácio de Cristal. Para Uma Teoria Filosófica da Globalização, Lisboa: Relógio d’Água, 2008.
- TEIXEIRA, José Carlos da Cruz; A Pintura Portuguesa do Renascimento, Ensaio de caracterização, Lisboa, Universidade Nova, 1991.
O Renascimento e a afirmação de um novo Sistema de Representação: a janela albertina. O espaço mental da perspectiva florentina e o espaço atmosférico do óleo flamengo.
4 Abril 2025, 17:00 • Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias
As revoluções artísticas na Flandres e em Florença: confrontar estas duas grandes escolas coevas que revolucionaram o problema da representação imagética, entre a descoberta da pintura a óleo e a perspectiva: de um lado, a valorização da representação pela modelação da luz nas coisas e as atmosferas do espaço, das coisas ao espaço e o poder de ilusão; do outro, e a valorização da representação do espaço mental geométrico, do espaço às coisas e a dimensão projectual.
Confrontar a pintura de Van Eyck, como exemplo
flamengo, com a de Masaccio, como exemplo florentino. Entender os novos
problemas de representação como saída da representação medieval.
Bibliografia
Específica
- ARGAN, Giulio
Carlo, Renacimiento Y Barroco. 1. De Giotto A
Leonardo Da Vinci, Madrid: Akal, 1988.
- DERRIDA, Jacques, Mémoires d’aveugle. L’autoportrait et autres ruines, Paris: Éditions de la Réunion des Musées Nationaux, 1990.
- DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.
- GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.
- HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.
- HEIDEGGER, Martin, Caminhos da Floresta, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.
- NANCY, Jean-Luc, Noli me tangere. On the Raising of the Body, New York: Fordham University Press, 2008.
- PANOFSKY, Erwin, A Perspectiva como Forma Simbólica, Lisboa: Edições 70, 1993.
- SLOTERDIJK, Peter, Palácio de Cristal. Para Uma Teoria Filosófica da Globalização, Lisboa: Relógio d’Água, 2008.
- TEIXEIRA, José Carlos da Cruz; A Pintura Portuguesa do Renascimento, Ensaio de caracterização, Lisboa, Universidade Nova, 1991.
As guildas de pintores e a protecção de S. Lucas: o elogio das mãos do construtor de imagens.
28 Março 2025, 17:00 • Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias
As iconografias cristãs para uma imagem de Jesus: o Sudário, o Manto de Verónica ou S. Lucas ‒ entre a relíquia à imagem. A valorização da poiesis ou as possibilidades do elogio das mãos do construtor de imagens. A autonomia da imagem e a construção do retábulo: uma nova razão para a imagem pintada por mãos humanas. A iconografia cristã entre a imagem-figura, de domínio do significado simbólico, e a imagem com encenação espaço-temporal, representativa e narrativa. A constituição de uma nova iconografia de Jesus: narrativa, cena e imitação. A passagem da imagem-figura para a imagem cena: novos paradigmas de representação de espaço e tempo. Aa iconografia do Cristo Pantocrator com o Cristo da Paixão e as diferentes necessidades da imagem. Análise representações de São Lucas e de Verónica.
Bibliografia
Específica
- BELTING, Hans, A verdadeira Imagem, Porto: Dafne Editora, 2011.
- BELTING, Hans, Image et culte. Une histoire de l’art avant l’époque de l’art, Paris: Les Éditions du Cerf, 2007.
- BESANÇON, Alain, L’Image interdite. Une histoire intellectuelle de l’iconoclasme, Paris: Gallimard, 2000.
- BROOKE, Christopher; O Renascimento do século XII, Lisboa, editorial Verbo, 1972.
- CENNINI, Cennino, El libro del Arte, Madrid: Ediciones Akal, 1998.
- DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.
- DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo I. São Paulo: Paz e Terra. 1998.
- DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo II. São Paulo: Paz e Terra. 1998.
- ECO, Umberto, Arte e Beleza na Estética Medieval, Lisboa: Editorial Presença, 1989.
- FOCILLON, Henri, Arte do Ocidente, a idade média românica e gótica, Lisboa, Editorial Estampa, 1980.
- GAUFEY, Guy Le, Le Lasso Spéculaire. Une étude traversière de l’unité imaginaire, Paris: E.P.E.L., 1997.
- GOFF, Jacques le; A Civilização do Ocidente Medieval, Lisboa, editorial Estampa, 1984.
- GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.
- HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.
- HUIZINGA, Johan, O declínio da Idade Média, Lisboa, Editora Ulisseia, 1985.
- MONDZAIN, Marie-José, Le commerce des regards, Paris: Éditions du Seuil, 2003.
- MONDZAIN, Marie-José, Homo spectator. Ver. Fazer ver, Lisboa: Orfeu Negro,
2015.
- MONDZAIN, Imagem, Ícone, Economia, Contraponto, 2019.
- SCHLOSSER, Julius von, El arte de la Edad Media, Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1981
- TATARKIEWICZ, Wladyslaw, Historia de la
estética. II. La estética medieval,
Madrid: Ediciones Akal, 1989.
A imagem em finais da Idade Média. As mudanças iconográficas: do Cristo Pantocrator a Jesus Cristo. A passagem da imagem-figura para a imagem cena.
21 Março 2025, 17:00 • Fernando Paulo Leitão Simões Rosa Dias
As mudanças iconográficas, teológicas e sociais do século XII: o desejo de outra construção iconográfica. São Tomás de Aquino e as influências de Aristóteles; São Francisco de Assis e a imitação de Cristo. A constituição das guildas e a valorização das actividades mecânicas: a saída do pintor do anonimato. O caso de Giotto. Cennino Cennini e o manual das Guildas de Pintura: O Livro do Pintor. A importância de Giotto na ultrapassagem da pintura «à grega» e o seu papel na construção de uma pintura com cena espacial e temporal (narrativa).
Bibliografia
Específica
- BELTING, Hans, A verdadeira Imagem, Porto: Dafne Editora, 2011.
- BELTING, Hans, Image et culte. Une histoire de l’art avant l’époque de l’art, Paris: Les Éditions du Cerf, 2007.
- BESANÇON, Alain, L’Image interdite. Une histoire intellectuelle de l’iconoclasme, Paris: Gallimard, 2000.
- BROOKE, Christopher; O Renascimento do século XII, Lisboa, editorial Verbo, 1972.
- CENNINI, Cennino, El libro del Arte, Madrid: Ediciones Akal, 1998.
- DIAS, Fernando Rosa, «Tempos da Imagem – Antes e Depois da Representação», in Novos Estatutos Ontológicos da Imagem. Sobre a Migração das Imagens, as Obras de Arte, os Hibridismos e a Visualização de Informação (coordenação: José Quaresma, Fernando Rosa Dias, Juan Carlos Guadix), Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas Artes, CIEBA, 2012, p.179-207.
- DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo I. São Paulo: Paz e Terra. 1998.
- DUBY, Georges, História Artística da Europa. Idade Média. Tomo II. São Paulo: Paz e Terra. 1998.
- ECO, Umberto, Arte e Beleza na Estética Medieval, Lisboa: Editorial Presença, 1989.
- FOCILLON, Henri, Arte do Ocidente, a idade média românica e gótica, Lisboa, Editorial Estampa, 1980.
- GAUFEY, Guy Le, Le Lasso Spéculaire. Une étude traversière de l’unité imaginaire, Paris: E.P.E.L., 1997.
- GOFF, Jacques le; A Civilização do Ocidente Medieval, Lisboa, editorial Estampa, 1984.
- GOMBRICH, E. H., Los usos de las imágenes. Estudios sobre la función social del arte y la comunicación visual, Titivillus, 2020.
- HAUSER, Arnold, História Social da Arte e da Literatura, São Paulo: Martins Fontes, 2003.
- HUIZINGA, Johan, O declínio da Idade Média, Lisboa, Editora Ulisseia, 1985.
- MONDZAIN, Marie-José, Le commerce des regards, Paris: Éditions du Seuil, 2003.
- MONDZAIN, Marie-José, Homo spectator. Ver. Fazer ver, Lisboa: Orfeu Negro,
2015.
- MONDZAIN, Imagem, Imagem, Ícone, Economia. As Fontes Bizantinas do Imaginário Contemporâneo, Contraponto, 2019.
- SCHLOSSER, Julius von, El arte de la Edad Media, Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1981
- TATARKIEWICZ, Wladyslaw, Historia de la
estética. II. La estética medieval,
Madrid: Ediciones Akal, 1989.